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Protestos no aniversário renovaram os apelos a uma comissão estatal para investigar os ataques de 2023. Existe um inquérito militar interno, mas a investigação nacional proposta continua a ser contestada e não foi criada.
Os israelitas assinalaram na quarta-feira o terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro com cerimónias de homenagem e protestos a exigir responsabilização. Houve manifestações junto ao Knesset, em Jerusalém, e em vários locais de Telavive. Ainda não foi criada uma comissão estatal independente de inquérito às falhas relacionadas com o ataque. [1] [2]
Inbar Goldstein, cujo irmão e sobrinha foram mortos em Kfar Aza e cujos outros quatro familiares foram raptados, disse à BBC que queria que o seu país assumisse a responsabilidade. O Conselho de Outubro, que reúne pessoas afetadas pelos ataques, apelou à criação de uma comissão estatal para investigar e retirar ensinamentos. O ataque liderado pelo Hamas no sul de Israel, em 2023, matou cerca de 1.200 pessoas e levou ao rapto de 251. [1] [2]
A disputa não é sobre se houve algum inquérito. Em 2024, as forças armadas israelitas publicaram um inquérito operacional sobre o ataque ao kibutz Be’eri, concluindo que tinham falhado na proteção dos residentes. Os ativistas que defendem uma comissão estatal querem um tipo diferente de investigação, com poderes para obrigar testemunhas a depor e exigir documentos. No procedimento legal habitual, o governo define o mandato de uma comissão estatal e o presidente do Supremo Tribunal nomeia os seus membros. [8] [4]
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu opõe-se a esse procedimento de nomeação, argumentando que um painel nomeado pelo Supremo Tribunal seria tendencioso contra o seu governo. Uma alternativa proposta daria aos políticos um papel na escolha dos investigadores. O Times of Israel noticia que o projeto de lei foi aprovado na primeira de três leituras por 59 votos contra nenhum, enquanto os deputados da oposição boicotaram a votação; o processo legislativo ainda não foi concluído. [6] [5]
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As famílias afetadas não defendem todas o mesmo modelo. Membros de dois fóruns de famílias enlutadas apelaram na terça-feira a um inquérito nacional, enquanto uma das suas integrantes, Orly Cohen, se opôs à nomeação dos membros por um juiz do Supremo Tribunal. A posição destas famílias não diminui a importância dos protestos do aniversário, mas mostra por que motivo a escolha dos investigadores continua a ser contestada. [7]
O Times of Israel noticia que o Supremo Tribunal adiou uma decisão sobre a possibilidade de exigir uma comissão estatal até depois das eleições de 27 de outubro, dando ao governo até 15 de janeiro de 2027 para explicar como tenciona investigar as falhas. O tribunal não criou a comissão pedida nem rejeitou definitivamente as petições. [6]