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O organismo de vigilância nuclear da ONU afirma que continua a precisar de acesso para verificar material anteriormente declarado pelo Irão. Os membros do Conselho continuam também divididos quanto ao estatuto das sanções, apesar de terem votado a favor da realização da reunião.
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Rafael Grossi disse ao Conselho de Segurança da ONU, a 27 de outubro, que o Irão não tinha fornecido aos inspetores as informações e o acesso necessários para verificar material nuclear anteriormente declarado em instalações afetadas por ataques militares e noutras que não foram atingidas. O diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica afirmou que as inspeções normais não tinham sido retomadas, deixando sem resposta uma questão central sobre o urânio enriquecido do Irão.
Grossi apontou a central nuclear de Bushehr, onde os inspetores estavam a realizar trabalhos de verificação, como uma exceção. Disse também que a agência não tinha observado qualquer atividade para reparar ou reconstruir instalações danificadas em ataques em 2025 e 2026. Mas, afirmou, observar os locais do exterior não podia substituir o acesso necessário para verificar o seu estado. A Rússia apontou para as inspeções realizadas em instalações não afetadas após os ataques anteriores; essas visitas não resolvem as questões da agência sobre material noutros locais.
A última estimativa da AIEA para a quantidade de urânio enriquecido até 60% era de 440,9 kg em 13 de junho de 2025. Em setembro de 2026, a agência afirmou não conseguir determinar a dimensão, a composição ou a localização atuais das reservas de urânio enriquecido do Irão. A agência retirou os seus inspetores por razões de segurança depois de os ataques terem começado em junho de 2025, enquanto algumas questões de salvaguardas por resolver remontam a 2019.
A reunião só se realizou depois de a Rússia ter solicitado uma votação sobre a agenda provisória. Onze membros do Conselho votaram a favor; a Rússia e a China votaram contra, enquanto o Paquistão e a Somália se abstiveram. A decisão foi realizar o debate, não pronunciar-se sobre as sanções contestadas pelos membros.
A Rússia, a China e o Irão defendem que a resolução que rege o acordo nuclear de 2015 expirou em 18 de outubro de 2025. A França e o Reino Unido afirmam que um procedimento iniciado com a Alemanha em agosto desse ano restabeleceu as sanções anteriores. O sítio do Conselho de Segurança regista que essas medidas foram reaplicadas em setembro de 2025, mas a Rússia e a China contestam o fundamento jurídico. A resolução condicionava a sua expiração prevista a que as medidas anteriores não tivessem sido restabelecidas.
A divergência tem consequências práticas para a supervisão. A Rússia e a China vetaram a prorrogação do mandato do painel de peritos da ONU sobre sanções em setembro, e o comité de sanções continua sem presidente. Na reunião de terça-feira, os Estados Unidos disseram que trabalhariam com os países interessados num mecanismo de acompanhamento separado; não anunciaram que esse mecanismo tivesse sido criado.
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