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Problemas nos sistemas de refrigeração de supermercados levaram lojas de vários países europeus a deitar alimentos fora. Alguns retalhistas confirmaram ciberataques, enquanto outros continuam a investigar.
O que mudou? · 03/11/26, 00:41 UTC
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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Um suspeito ciberataque aos sistemas de refrigeração de supermercados em sete países europeus voltou a suscitar preocupação com a segurança dos equipamentos ligados à Internet — desde os congeladores das lojas até à maquinaria industrial e aos eletrodomésticos.
Os incidentes não mostram que os dispositivos domésticos comuns estejam a ser alvo de ataques, nem que todos os sistemas ligados à Internet possam ser controlados. No entanto, investigadores identificaram mais de 800 interfaces de refrigeração e controlo de edifícios ligadas a retalhistas britânicos e acessíveis através da Internet pública. Isso não significa que possam ser pirateadas; a sua exposição pode permitir que atacantes explorem palavras-passe fracas ou falhas de software.
O Centro Nacional de Cibersegurança do Reino Unido afirmou que estava a trabalhar com parceiros internacionais e com o setor para compreender os incidentes nos supermercados, e que não tinha conhecimento de qualquer impacto no Reino Unido. O Consórcio Britânico de Retalho descreveu os incidentes cibernéticos como uma grande preocupação para os retalhistas.
A ligação de um dispositivo à Internet pode facilitar a sua monitorização e controlo à distância, mas também pode abrir uma via de ataque. O investigador de cibersegurança Tom Hegel afirmou que os retalhistas tinham de determinar quem era responsável pela segurança dos equipamentos, e não apenas pela sua reparação. Se um atacante conseguir alterar os controlos, disse, uma função legítima, como a descongelação, pode ser usada para perturbar as operações e danificar os produtos armazenados.
Os riscos não se limitam às lojas. Os sistemas ligados à Internet ajudam a gerir veículos, maquinaria industrial, centrais elétricas e redes de água. O especialista em segurança Ken Munro afirmou que, em geral, os serviços públicos do Reino Unido protegiam bem estas ligações, mas alertou que os padrões variavam internacionalmente e que os operadores mais pequenos ainda poderiam depender de equipamentos antigos.
Demonstrações anteriores mostram o que pode correr mal: em 2015, investigadores expuseram uma vulnerabilidade num frigorífico inteligente da Samsung e piratearam remotamente um Jeep através do seu sistema de entretenimento ligado à Internet. A indústria automóvel melhorou posteriormente a segurança. Estes exemplos não demonstram que os incidentes atuais nos supermercados tenham envolvido as mesmas vulnerabilidades.
Os ataques surgem também após ataques de ransomware terem perturbado os retalhistas britânicos M&S e Co-op em 2025, afetando as entregas de produtos frescos e deixando algumas prateleiras vazias. Os incidentes anteriores envolveram os sistemas dos retalhistas; não demonstram que os equipamentos de refrigeração tenham sido comprometidos.
8 fontes indicadas · explore as provas, as limitações e a proveniência.
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Desde abril de 2024, a legislação britânica exige que os fabricantes de determinados dispositivos inteligentes de consumo cumpram normas mínimas de cibersegurança, incluindo regras relativas a palavras-passe e atualizações de segurança. Ciaran Martin, antigo diretor executivo do NCSC, afirmou que os fabricantes tinham de fazer mais para fornecer produtos mais seguros. Aconselhou os consumidores a instalarem atualizações e a utilizarem a autenticação multifator quando disponível.
O comissário europeu da Agricultura e Alimentação, Christophe Hansen, afirmou em 2 de novembro que os ataques eram uma tentativa deliberada de perturbar o abastecimento alimentar da UE e minar a confiança dos consumidores, noticiou a Reuters. Disse que a segurança alimentar não estava atualmente em risco, mas que o desperdício alimentar e o impacto nas empresas eram reais.
Lojas de produtos alimentares de pelo menos sete países comunicaram problemas de refrigeração: Bélgica, Estónia, Finlândia, Irlanda, Luxemburgo, Países Baixos e Suécia, segundo a AFP. Algumas empresas confirmaram ciberataques, enquanto outras ainda investigavam a causa.
Na Bélgica, a Carrefour afirmou que um ciberataque afetou 15 das suas mais de 700 lojas. A Delhaize comunicou um incidente informático que afetou sistemas de refrigeração em dezenas de lojas, na sua maioria na Bélgica e algumas no Luxemburgo. Na Finlândia, o retalhista Kesko afirmou que estava a investigar temperaturas irregulares e não tinha excluído a possibilidade de interferência através da sua rede.
Na Irlanda, a Musgrave afirmou que os sistemas de refrigeração de 13 lojas SuperValu tinham sido afetados e que, por precaução, os produtos refrigerados e congelados tinham sido retirados da venda. Na tarde de segunda-feira, a empresa afirmou que o incidente estava resolvido e que as lojas estavam a ser reabastecidas.
Os problemas surgiram após um ciberataque em outubro a centenas de sistemas de refrigeração em França. O centro de cibersegurança da Bélgica disse ao The Record que não sabia quem estava por detrás do ataque mais recente. Também não se sabe se os mesmos responsáveis foram os autores do incidente em França.