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A ONU está a alargar o uso da IA no trabalho de conferências, mas os delegados dizem que é preciso proteger a precisão, a igualdade de tratamento das línguas oficiais e a experiência humana.
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Delegados na Quinta Comissão da Assembleia Geral da ONU pediram supervisão humana da inteligência artificial nos serviços de conferências em 12 de outubro, enquanto o departamento responsável expande o uso da IA na transcrição e no trabalho com documentos, sob pressão orçamental, segundo a United Nations Press. [1]
O representante do Uruguai, que falou em nome do Grupo dos 77 e da China, disse que as ferramentas de IA precisavam de controlos de qualidade rigorosos e deviam respeitar todas as línguas oficiais da ONU por igual. Os ganhos de produtividade não deviam acontecer à custa da precisão nem da experiência dos profissionais da língua, afirmou. O delegado do Qatar saudou os planos para desenvolver políticas de IA e soluções técnicas para os serviços linguísticos no âmbito da Iniciativa UN80, defendendo, ao mesmo tempo, uma supervisão humana suficiente para proteger a qualidade.
Cherith Norman Chalet, subsecretária-geral responsável pela gestão da Assembleia Geral e das conferências, disse que o departamento tinha alargado o uso de ferramentas de conversão de voz em texto, transcrição automatizada e fluxos de trabalho com documentos assistidos por IA. Segundo ela, especialistas estavam a liderar a integração dessas ferramentas, com supervisão humana dos serviços multilingues. [1]
A notícia da United Nations Press indicou que, no final de 2025, havia 225 atas literais de reuniões em atraso, contra 162 um ano antes, e afirmou que a requalificação dos funcionários e a partilha de trabalho tinham evitado um aumento maior. Também noticiou uma redução do volume de tradução, de 222 milhões de palavras em 2024 para 205 milhões em 2025, atribuindo a descida a relatórios mais curtos do Secretariado no âmbito de uma medida de liquidez. [1]
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