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O presidente de câmara francês disse que foi agredido e que um veículo consular belga foi danificado durante a visita. A polícia israelita abriu uma investigação.
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Diplomatas europeus e representantes católicos foram atacados perto de Taybeh, na Cisjordânia ocupada, no sábado, durante uma visita relacionada com a colheita da azeitona. O ministro dos Negócios Estrangeiros da Bélgica, Maxime Prévot, disse que colonos israelitas mascarados atacaram um grupo que incluía diplomatas belgas, franceses e polacos. As forças armadas israelitas condenaram o que descreveram como um «grave ato de violência» contra representantes diplomáticos cometido por «desordeiros israelitas». [1] [3]
Bernard Baudoux, presidente da câmara da localidade francesa de Aulnoye-Aymeries, disse à AFP que os atacantes lhe deram pontapés e o agrediram com barras de ferro, fazendo-o cair ao chão. Disse que não ficou gravemente ferido. Imagens descritas pela Associated Press mostram Baudoux sentado junto a um veículo; outros vídeos mostram homens mascarados a pedir documentos de identificação a pessoas dentro de um carro. A Bélgica disse que um veículo do seu consulado teve um vidro partido, mas que a sua equipa estava em segurança. [2] [5] [1]
Baudoux visitava Taybeh para assinar um acordo de boa vontade com a localidade e juntou-se à colheita da azeitona. «Quanto a mim, vou regressar ao meu país e tudo ficará bem. Quem continua a sofrer mais são os que estão aqui», disse à AFP. O Guardian noticiou que apanhadores palestinianos de azeitona também foram agredidos perto de Taybeh, incluindo uma mulher na casa dos setenta anos e um homem que precisou de seis pontos na cabeça. O incidente aconteceu depois de um ataque separado, noutro local da Cisjordânia, na sexta-feira, em que a fotógrafa do Washington Post Heidi Levine ficou gravemente ferida. [2] [3] [4] [5]
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Prévot apelou a Israel para que levasse os responsáveis à justiça e disse que a Bélgica continuaria a defender sanções da UE contra os autores e os seus apoiantes. O ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Sa’ar, também condenou a violência e disse que a polícia tinha aberto uma investigação. Disse que os visitantes não tinham coordenado previamente a viagem com as forças armadas; estas afirmaram que uma investigação preliminar concluíra que não havia soldados no local. [1] [5] [7]
O gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pediu cautela, afirmando que as imagens publicadas, por si só, não estabeleciam a sequência completa dos acontecimentos nem a responsabilidade individual. Também manifestou preocupação com uma campanha coordenada para difamar Israel e os colonos, sem apresentar provas dessa preocupação na sua declaração. A Reuters noticiou que não houve qualquer anúncio imediato de detenções. [6] [3]