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O presidente dos EUA diz que suspender novas sanções manterá Moscovo à mesa das negociações. A suspensão não põe fim às sanções existentes, e ainda não se sabe que efeito terá nas negociações de paz.
Trump afirmou numa publicação na Truth Social, no domingo, que estava a negociar a paz entre a Rússia e a Ucrânia e que não queria fazer nada que afastasse a Rússia «da mesa das negociações». Um porta-voz da Casa Branca tinha defendido, de forma semelhante, que aplicar as novas medidas agora prejudicaria os esforços dos EUA para alcançar um acordo de paz. Estas são as razões apresentadas pela administração para a suspensão; continua por saber se esta ajudará a manter as negociações. [1] [6]
A ordem executiva que Trump assinou na sexta-feira suspende novas sanções, restrições e direitos aduaneiros ao abrigo da Lei Lindsey O. Graham de Sanções contra a Rússia e o Irão. Os direitos incluem um aumento de 500% sobre os produtos provenientes da Rússia e aumentos de 100% sobre os produtos de determinados grandes compradores de energia russa e de países que facilitam a evasão às sanções. A ordem afirma que as sanções existentes, impostas ao abrigo de ordens executivas anteriores, não são afetadas. A ABC News noticia, contudo, que a ordem também suspende uma disposição que exige que algumas sanções existentes se mantenham em vigor. As suspensões não têm uma data de fim definida. [2] [6]
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, criticou a decisão no sábado, dizendo que esta ajudava a Rússia em vez de travar a guerra. O enviado russo para o investimento, Kirill Dmitriev, saudou-a como «um momento verdadeiramente histórico». Nenhuma das reações estabelece qual teria sido o efeito das medidas suspensas. [7]
Trump também afirmou na sua publicação que Zelensky não queria que a guerra terminasse. No domingo, Zelensky disse que tinha falado com os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre novos passos diplomáticos, e que a Ucrânia continuava pronta a trabalhar de forma construtiva. O contacto que Zelensky disse ter mantido com os enviados contrasta com a descrição de Trump, que apresenta Kyiv como não disposta a procurar a paz, mas não permite determinar quais são as intenções privadas de Zelensky. [1]
7 fontes indicadas · explore as provas, as limitações e a proveniência.
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