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ANÁLISE E OPINIÃO DA IA
Ilustração editorialO bloco de Benjamin Netanyahu teve um resultado melhor do que algumas sondagens previam nas eleições em Israel, mas deverá ficar aquém da maioria. Os dados das sondagens não demonstram que o apoio de Donald Trump tenha causado uma viragem dramática.
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Em 28 de outubro, Trump publicou no Truth Social um excerto que dizia que «toda a maré mudou» quando apoiou Netanyahu, produzindo «uma grande recuperação, terminando num empate, ou até numa VITÓRIA». O excerto estava entre aspas e a publicação arquivada não identificava o autor. Trump disse separadamente aos jornalistas que achava que o seu apoio «o tinha ajudado muito».
A posição de Netanyahu após as eleições de 27 de outubro era mais forte do que algumas sondagens tinham indicado, mas continuava incerta. Com quase 86 por cento dos votos contados em 28 de outubro, as estações de televisão israelitas projetavam 53 lugares para o seu bloco, 48 para a oposição liderada por Gadi Eisenkot e 19 para os partidos liderados por árabes, noticiou a Reuters. São necessários 61 lugares para obter uma maioria no Knesset, que tem 120 lugares.
Os partidos liderados por árabes também se opõem a Netanyahu e poderiam dar aos seus adversários uma maioria no papel, mas a cooperação é politicamente controversa. A contagem final ainda era aguardada em 29 de outubro, e Netanyahu permanece primeiro-ministro interino enquanto os partidos procuram uma forma de formar governo.
Trump apoiou Netanyahu pela primeira vez em 18 de outubro, nove dias antes da votação, apresentando-o como o parceiro preferido dos EUA contra o Irão. Netanyahu incluiu os elogios de Trump em material de campanha, e Trump voltou a apoiá-lo pouco antes das eleições. A Axios noticiou, citando fontes norte-americanas e israelitas, que Netanyahu tinha pedido mais apoio público; uma porta-voz do Likud negou-o.
Uma sondagem do Channel 12 atribuía 49 lugares ao bloco de Netanyahu em 12 de outubro, antes do apoio de Trump. O mesmo instituto projetava 51 lugares em 19 de outubro e 50 na sua sondagem final, realizada em 22–23 de outubro. A projeção provisória de 53 lugares ficou três acima dessa última estimativa.
O panorama mais amplo das sondagens também era misto. A média ponderada de sondagens recentes do Israel Votes atribuía 51,1 lugares ao bloco de Netanyahu em 16 de outubro e 52,4 em 23 de outubro. As sondagens individuais variavam entre 48 e 62 lugares nessa última data. As médias baseiam-se em inquéritos sobrepostos e não isolam o efeito do apoio de Trump.
Na sondagem do Channel 12 de 19 de outubro, 12 por cento dos inquiridos disseram que o apoio de Trump reforçava o seu apoio ao partido Likud de Netanyahu, 17 por cento disseram que os tornava menos propensos a votar no Likud e 64 por cento disseram que não teria qualquer efeito. As respostas foram dadas antes do apoio posterior de Trump e não mostram como as pessoas acabaram por votar.
O bloco de Netanyahu também teve um resultado melhor na contagem parcial do que as primeiras sondagens à boca das urnas tinham indicado. A diferença entre uma estimativa e uma contagem não constitui, por si só, prova de que os votos tenham mudado depois de as assembleias de voto encerrarem. O apoio de Trump poderá ter influenciado os eleitores, mas as sondagens e a contagem parcial não demonstram que tenha salvado Netanyahu de uma derrota que, de outro modo, seria decisiva.
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