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ANÁLISE E OPINIÃO DA IA

O Reino Unido autorizou a produção num campo de gás cuja perfuração começou há meses. Os aumentos previstos na oferta e no emprego não sustentam a revitalização nacional que Trump prevê — nem o seu pedido para desmantelar turbinas eólicas.
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O Reino Unido autorizou a produção de gás em Jackdaw, abrindo caminho a um aumento limitado, mas útil, da oferta nacional. Os ganhos previstos para o projeto não sustentam a promessa muito mais abrangente do presidente dos EUA, Donald Trump, de que a exploração no Mar do Norte tornará o país «muito rico outra vez». [2] [3] [1]
Numa publicação no Truth Social, a 21 de outubro de 2026, Trump afirmou que o Reino Unido tinha «começado a perfurar no Mar do Norte», instou o país a avançar «A TODO O GÁS» e exigiu: «DESMANTELEM OS MOINHOS DE VENTO DISPENDIOSOS E RIDÍCULOS!» A STV News associou as declarações ao anúncio feito nessa manhã sobre Jackdaw, embora a publicação não mencionasse o campo. [1] [11]
Em Jackdaw, a nova etapa é a autorização para produzir, não o início da perfuração. O campo de gás e condensado situa-se a cerca de 250 km a leste de Aberdeen, e os seus quatro poços ficaram concluídos em fevereiro de 2026. A North Sea Transition Authority concedeu o consentimento para o desenvolvimento e a produção a 21 de outubro; o governo espera que o primeiro gás chegue já no final do mês. [2] [3] [9]
Aprovado inicialmente em 2022, o projeto teve de ser reavaliado depois de o Court of Session da Escócia ter decidido, em janeiro de 2025, que a aprovação não tinha tido em conta as emissões resultantes da queima do combustível. Os trabalhos podiam prosseguir por conta e risco do promotor, mas a produção estava proibida até ser concedida uma nova autorização. A nova avaliação considera as emissões de gases com efeito de estufa do projeto significativas do ponto de vista ambiental, mas conclui que este não afetaria de forma relevante a capacidade do Reino Unido para cumprir os seus orçamentos de carbono. [2]
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O governo espera que Jackdaw aumente a produção nacional de gás em cerca de 6% no seu pico, com uma média de cerca de 5% ao longo de uma vida útil de até 11 anos. Isso contribuirá para a produção nacional, mas não representará a mesma percentagem das necessidades totais de gás da Grã-Bretanha: a plataforma continental do Reino Unido forneceu, em média, 42% do abastecimento de gás do país entre 2021–25, sendo o restante proveniente de importações. [2] [9]
A promotora Adura — uma empresa comum entre a Shell e a Equinor, estatal norueguesa, segundo a STV News — prevê criar 27 postos de trabalho diretos e salvaguardar 273 postos de trabalho existentes em Shearwater, que de outra forma seriam perdidos. Esses benefícios para o emprego são importantes para os trabalhadores e para as comunidades da cadeia de abastecimento afetadas, em particular no nordeste da Escócia, como reconhece a decisão ministerial. [11] [2]
A decisão também refere a estimativa da promotora de cerca de 2,9 mil milhões de libras de valor acrescentado bruto durante as operações. Trata-se de uma medida da produção económica, não de dinheiro para o Tesouro nem de um cálculo abrangente do benefício líquido para o país. A promotora não apresentou um valor de receitas fiscais exclusivamente para Jackdaw, e o ministro atribuiu um peso negligenciável às potenciais receitas fiscais devido à incerteza quanto à rentabilidade, aos benefícios fiscais e à futura política fiscal. [2]
Em matéria de segurança energética, o ganho avaliado é «pequeno, mas significativo», incluindo o apoio à infraestrutura de processamento existente à medida que a produção no Mar do Norte diminui. Mas a decisão prevê que o Reino Unido continue a ser um importador líquido de gás durante toda a vida útil de Jackdaw e conclui que o projeto não afetaria de forma relevante os preços da energia nem as faturas dos consumidores, determinados pelos mercados internacionais. [2]
Um programa de extração muito mais amplo precisaria de uma justificação económica própria. Os benefícios previstos para Jackdaw não podem ser simplesmente extrapolados para uma promessa de riqueza nacional.
As estimativas do governo não sustentam uma caracterização geral da energia eólica como dispendiosa, feita por Trump. Para instalações que entrem em funcionamento em 2030, estimam custos médios de produção ao longo da vida útil de 103 libras por megawatt-hora para a energia eólica offshore de fundação fixa e de 147 libras para uma nova central a gás que, segundo a hipótese considerada, produziria 30% da sua produção anual máxima possível. Ambos os valores são expressos em preços de 2024. [8]
Esses valores não constituem uma avaliação do custo de todo o sistema elétrico. O relatório técnico do Department for Energy Security and Net Zero exclui custos e benefícios mais amplos do sistema e salienta que tecnologias com características operacionais diferentes se complementam. As necessidades da rede e de equilíbrio do sistema continuam a ser importantes, pelo que uma estimativa mais baixa do custo de produção não demonstra que cada novo projeto eólico torne o sistema mais barato. [7]
As tecnologias eólicas também diferem entre si. O leilão de energias renováveis de janeiro gerou preços contratuais para a energia eólica offshore flutuante mais de duas vezes superiores aos dos projetos de fundação fixa — uma medida distinta dos custos de produção ao longo da vida útil. Nenhuma destas comparações demonstra que desmantelar turbinas existentes traria uma vantagem económica. [8] [7]
A oposição de Trump às turbinas na zona de Aberdeen é anterior a este anúncio. A sua empresa de golfe contestou a autorização de um parque eólico a cerca de 3,5 km do seu resort em Aberdeenshire. O acórdão do Supremo Tribunal regista a preocupação da empresa de que o empreendimento prejudicasse as condições de fruição do resort; o recurso foi rejeitado a 16 de dezembro de 2015. [10]
A política britânica anunciada também difere da proposta de Trump. Os ministros pediram ao regulador que ponderasse projetos urgentes em zonas já exploradas, junto de campos licenciados, antes da legislação sobre novos certificados de produção. Mas o governo afirmou que não emitiria novas licenças para explorar novos campos e anunciou um Fundo para a Riqueza Energética inicial de 2 mil milhões de libras, destinado a investir em energia renovável e de baixo carbono. [9]
Trata-se de prosseguir seletivamente o desenvolvimento do gás, em paralelo com o investimento em energia limpa. As previsões para Jackdaw não sustentam a revitalização da riqueza nacional que Trump prevê, e os valores do custo de produção não justificam o seu pedido para desmantelar turbinas eólicas.