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Os eurodeputados dizem que o termo minimiza o perigo para a navegação no Mar Negro, mas as suas críticas não equivalem a uma mudança na política da UE.
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Eurodeputados de vários grupos políticos contestaram a descrição da crise no Mar Negro como uma «guerra híbrida», durante um debate com a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, na terça-feira. Apelaram a um maior financiamento europeu para proteger o território da UE, segundo a agência noticiosa neerlandesa ANP. As suas declarações foram apelos de eurodeputados a título individual, não uma posição acordada do Parlamento Europeu. [1] [3]
A ANP noticiou que um eurodeputado do Partido Popular Europeu, de centro-direita, questionou durante quanto tempo continuaria a ser utilizado o termo. Uma eurodeputada dos Verdes argumentou que não havia nada de híbrido num navio em chamas. A ANP não identificou nenhum dos oradores. [1]
Kallas disse ao Parlamento que drones suspeitos de serem russos tinham levado a cabo seis ataques em dez dias no Mar Negro. Ataques com drones atingiram dois navios de carga ao largo da Bulgária em 13 de outubro, afundando um deles. Os navios tinham bandeira da Guiné-Bissau e de Malta, e não da Bulgária; as autoridades búlgaras não chegaram a acusar explicitamente a Rússia desses ataques, noticiou a Reuters. A própria Kallas continuou, ainda assim, a utilizar o termo «ataques híbridos» para descrever atividades russas noutros pontos da Europa. [2] [6]
O grupo do PPE apelou a uma operação naval da UE para proteger a navegação e combater ameaças aéreas perto da Bulgária e da Roménia, bem como a financiamento para a defesa num futuro orçamento da UE. Nenhuma das propostas foi aprovada. Estava agendada para 22 de outubro uma votação sobre uma resolução relativa ao Mar Negro. [4] [3]
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