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Os fabricantes chineses de automóveis ultrapassaram os rivais japoneses em matrículas na Europa nos três meses até setembro, pela primeira vez, segundo dados da Dataforce divulgados pela Bloomberg. As estimativas da quota de mercado em setembro diferem entre as notícias.
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Os fabricantes chineses de automóveis venderam mais do que os rivais japoneses na Europa nos três meses até setembro, pela primeira vez, segundo dados da empresa de estudos de mercado Dataforce divulgados pela Bloomberg. A mudança assinala um marco na rápida expansão das marcas chinesas, embora os fabricantes europeus continuem a ser os maiores intervenientes da região.
Os automóveis de marcas chinesas representaram 12,7% das matrículas em setembro, contra 11,9% dos fabricantes japoneses, noticiou a Bloomberg. Os valores dizem respeito a setembro, não ao trimestre no seu conjunto. A quota das marcas chinesas rondava 1% cinco anos antes.
A subida tem sido liderada por marcas como a BYD e a Chery. Os automóveis chineses estão a ganhar terreno enquanto a União Europeia procura limitar as importações: o bloco impôs tarifas adicionais aos veículos elétricos a bateria fabricados na China e chegou este mês a um acordo de princípio para restringir as importações de automóveis híbridos chineses, que crescem rapidamente.
A Bloomberg noticiou que a possibilidade de restrições poderá ter levado alguns compradores a antecipar as compras. O Nieuws.nl, que publicou uma notícia da ANP/Bloomberg, indicou que a quota das marcas chinesas em setembro foi de 15%, quase três pontos percentuais acima da de agosto. Esse valor difere dos 12,7% divulgados pela Bloomberg e citados pelo The Japan Times, pelo que as duas notícias não apresentam a mesma quota para setembro.
A ultrapassagem trimestral noticiada é significativa, mas não significa que os fabricantes chineses tenham ultrapassado os europeus. A Volkswagen e a Renault, entre outras, continuam a dominar o mercado regional, segundo a Bloomberg. Os valores indicam uma mudança no equilíbrio entre fabricantes chineses e japoneses, não uma liderança sobre os fabricantes de automóveis europeus.
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