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A inspeção neerlandesa dos cuidados diz que recebeu denúncias sobre Huize Soria desde 2016. Uma ministra afirma que tomou medidas em relação a algumas, mas reconhece que os alertas posteriores não foram transmitidos a Espanha.
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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A Inspeção Neerlandesa da Saúde e dos Cuidados aos Jovens (IGJ) recebeu a primeira denúncia sobre Huize Soria, um centro para jovens neerlandeses em Espanha, em 2016. Um porta-voz disse à agência noticiosa ANP que, nos anos seguintes, foram chegando ocasionalmente denúncias sobre a qualidade e a segurança dos cuidados. As organizações neerlandesas continuaram a encaminhar jovens para o centro apesar de alertas posteriores, segundo o Nieuwsuur. [4] [5]
A inspeção tomou algumas medidas. Numa resposta ao parlamento datada de 16 de outubro, a ministra W.R.C. Sterk afirmou que informou as autoridades espanholas sobre a denúncia de 2016, teve em conta os sinais posteriores na sua supervisão baseada no risco e manifestou preocupações às organizações que encaminhavam jovens para o centro e ao próprio Huize Soria. A IGJ disse à ministra, em retrospetiva, que também poderia ter informado Espanha sobre os sinais posteriores. A resposta não permite concluir quais foram os resultados dessas medidas. [1] [2]
As preocupações tornaram-se mais específicas em 2021, quando cinco jovens contactaram a provedora das crianças de Amesterdão. O Nieuwsuur noticiou que especialistas, numa investigação posterior encomendada pelas organizações de cuidados, identificaram uma «cultura repressiva» em Huize Soria, assinalando também diferenças nas experiências dos jovens. Em 20 de outubro, o Nieuwsuur disse ter falado com 16 antigos residentes que descreveram maus-tratos e restrições à sua liberdade. Huize Soria rejeita as acusações. Afirma que manteve contactos repetidos com a inspeção neerlandesa e que recebeu avaliações positivas durante visitas de inspeção espanholas. [5] [3] [7] [8]
A inspeção espanhola dos cuidados juvenis ordenou a Huize Soria que deixasse de prestar cuidados no final de setembro, por não dispor das licenças exigidas, noticiou o Nieuwsuur. O centro afirmou que decidiu, em 5 de outubro, encerrar as suas instalações de cuidados em Espanha. A conclusão sobre as licenças não permite concluir se as acusações sobre o tratamento são verdadeiras.
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Sterk disse também ao parlamento que não sabia que organizações, além da SAVE Jeugdbescherming, tinham encaminhado crianças para Huize Soria, nem quantas crianças ali estavam quando Espanha ordenou a suspensão da atividade. As autoridades neerlandesas estão a verificar se outras colocações no estrangeiro contornaram o procedimento exigido junto das autoridades centrais. [2]