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António Guterres apelou a que o cessar-fogo em Gaza se torne permanente, num momento em que entregas substanciais de alimentos coexistem com ataques contínuos e escassez de água e material médico.
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Numa mensagem publicada em 6 de outubro, antes do terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023, Guterres afirmou que o cessar-fogo tinha trazido algum alívio, mas ainda não garantira segurança, assistência humanitária adequada ou um caminho credível para a recuperação e a paz. Apelou a todas as partes para que cumprissem os seus compromissos e avançassem para a fase seguinte do plano para Gaza. A sua mensagem foi um apelo a consolidar o cessar-fogo existente, não o anúncio de um novo acordo. [1]
O cessar-fogo começou em 10 de outubro de 2025. A Reuters noticia que contribuiu para garantir o regresso dos últimos reféns ainda detidos, capturados nos ataques de 2023, e a libertação de centenas de prisioneiros e detidos palestinianos. As operações militares em grande escala não foram retomadas, mas os ataques israelitas prosseguiram. Israel afirma que está a visar o Hamas por o grupo estar a tentar realizar ataques e a rearmar-se; o Hamas nega a acusação. [3]
A ajuda humanitária está a chegar às pessoas, embora persistam problemas graves nos serviços. A OCHA afirma que os seus parceiros distribuíram cabazes alimentares e farinha a 220.000 agregados familiares — mais de 840.000 pessoas — em setembro. Essa distribuição cobriu cerca de metade das necessidades calóricas mínimas; outros programas também forneciam refeições e pão. A OCHA comunicou uma melhoria na descarga de ajuda em Kerem Shalom, mas alertou que a falta de financiamento deveria reduzir a produção de refeições e a distribuição de cabazes a partir de outubro. Comunicou também escassez de material médico e uma forte redução da produção em duas centrais de dessalinização do sul, devido à falta de peças e equipamento. [2]
Israel afirma que entram diariamente em Gaza cerca de 600 camiões com ajuda e bens comerciais, que chegam bens suficientes para satisfazer as necessidades e que está a cumprir as suas obrigações. Esse número de entradas não mede o que chega aos agregados familiares nem resolve a escassez de água e material médico comunicada pela OCHA. [3]
Os progressos na fase seguinte proposta também são incompletos. A Casa Branca anunciou em janeiro a criação de um comité de administração de Gaza e a nomeação de um comandante para uma força internacional de estabilização. A Reuters noticiou em 6 de outubro que o comité ainda não tinha entrado em Gaza e que a força ainda não tinha sido constituída.
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