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O estudo proposto suscitou objeções éticas porque alguns bebés não receberiam a dose à nascença recomendada pela Organização Mundial da Saúde. A universidade envolvida afirma que não foi inscrito nenhum participante.
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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O estudo deveria envolver 14 000 recém-nascidos. Metade teria recebido uma vacina contra a hepatite B pouco depois do nascimento; a outra metade não a teria recebido durante as primeiras seis semanas de vida, segundo o The Guardian. Na Guiné-Bissau, os bebés são normalmente vacinados contra a hepatite B às seis semanas.
Os investigadores disseram que pretendiam estudar possíveis efeitos da dose à nascença na saúde, para além do seu papel na prevenção da infeção. Argumentaram que nenhuma criança no estudo receberia menos vacinas do que ao abrigo da política em vigor na Guiné-Bissau.
A Organização Mundial da Saúde recomenda que todos os bebés recebam uma primeira dose da vacina contra a hepatite B nas primeiras 24 horas de vida. O vírus pode passar da mãe para o filho durante o parto, e a infeção na infância pode tornar-se crónica, podendo levar a cirrose ou cancro do fígado.
Em fevereiro, a OMS criticou o estudo na sua descrição pública original, afirmando que a retenção de uma intervenção comprovada poderia expor os recém-nascidos a danos graves. Disse também que não havia provas credíveis suficientes de um problema de segurança que justificassem os riscos. Os investigadores alteraram posteriormente o protocolo; a Universidade do Sul da Dinamarca afirma que a OMS não fez uma avaliação ética dessa versão.
A universidade afirma que uma comissão de ética de investigação da Guiné-Bissau aprovou o protocolo revisto em julho e que a sua própria comissão deu um parecer positivo em setembro. Em 7 de outubro, o reitor concordou que o projeto poderia avançar do ponto de vista da universidade, mas continuava a ser necessária uma autorização separada das autoridades da Guiné-Bissau.
O ministro da Saúde, Quinhin Nantote, afirmou em 13 de outubro que o seu ministério não tinha autorizado o ensaio tal como era descrito nas notícias. Mais tarde, a investigadora Christine Stabell Benn disse à Ars Technica que o Conselho de Ministros do país tinha reafirmado a rejeição em 16 de outubro. Outro investigador, Frederik Schaltz-Buchholzer, afirmou em 21 de outubro que o estudo não avançaria por não ter recebido a necessária aprovação governamental.
Os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos EUA atribuíram 1,6 milhões de dólares à universidade dinamarquesa para o estudo proposto, em dezembro de 2025, segundo a BBC.
A Guiné-Bissau tinha previsto introduzir uma dose de rotina à nascença em 2028. Walter Kazadi Mulombo, representante da OMS no país, disse à BBC que as autoridades estavam a ponderar antecipar a introdução para o primeiro trimestre de 2027.
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