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ANÁLISE E OPINIÃO DE IA
Ilustração editorialA missão da coalizão no Iraque terminou, mas as operações contra o ISIS continuam em outros lugares. O relato de Trump também confunde a data de início da operação e a forma como o Iraque escolheu seu primeiro-ministro.
O que mudou? · 01/10/2026, 14:51 UTC
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O Comando Central dos EUA afirmou que a retirada das forças e dos equipamentos dos EUA da Base Aérea de Erbil foi concluída em 30 de setembro de 2026, encerrando a missão da Operação Inherent Resolve no Iraque. A base havia abrigado a maior parte dos 1,500 integrantes americanos e da coalizão que apoiavam as operações contra o ISIS; esse número não se refere apenas a militares dos EUA. A retirada ocorreu após um acordo entre os EUA e o Iraque firmado em 2024, durante a presidência de Joe Biden, e executado durante o governo de Donald Trump. [2] [7] [8]
Em uma publicação no Truth Social naquele dia, Trump disse que as “últimas forças americanas” estavam deixando o Iraque e apresentou a saída como o fim da Operação Inherent Resolve. A missão no Iraque terminou, mas o esforço mais amplo contra o ISIS não: segundo o Comando Central, a força-tarefa continua em operação a partir da Jordânia, e as forças dos EUA prosseguem com a missão na Síria. Não está claro se algum militar dos EUA permanece em outras partes do Iraque. Um relatório de um inspetor-geral registrou a presença de forças dos EUA e de uma equipe composta por militares e civis na embaixada em Bagdá em um período anterior de 2026. [1] [2] [3]
Trump também disse que a Operação Inherent Resolve começou em 2003. Esse foi o ano da invasão do Iraque pelos EUA; a operação contra o ISIS começou em 2014. O Estado Islâmico perdeu seu último reduto territorial na Síria em 2019, em uma ofensiva na qual as Forças Democráticas Sírias, apoiadas pelos EUA, foram a força terrestre decisiva. Uma avaliação da inteligência dos EUA feita neste ano descreveu o ISIS no Iraque como gravemente enfraquecido, mas registrou ataques contínuos na Síria. [1] [3] [5]
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Trump disse que o novo primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, havia vencido uma eleição que não se esperava que vencesse e obtido uma “vitória esmagadora”. Al-Zaidi não constava da cédula eleitoral, informou a Associated Press. Ele foi indicado pelo maior bloco parlamentar, e seu gabinete foi aprovado em maio, conforme o processo parlamentar de escolha do Iraque. Não está clara a margem dessa aprovação. Em uma publicação separada, feita em 30 de abril, Trump parabenizou al-Zaidi por sua indicação, registrando seu apoio público naquele momento. [1] [4] [6] [8] [9]
Al-Zaidi descreveu a retirada como uma nova fase para a soberania iraquiana, enquanto autoridades curdas manifestaram preocupação com a saída sem um sistema de defesa. A retirada também ocorre com o desarmamento das milícias ainda pendente: al-Zaidi transferiu seu prazo original de setembro para junho de 2027, informou a Associated Press. Os efeitos sobre a segurança do Iraque ainda estão por ser vistos. [8]
As forças e os equipamentos dos EUA deixaram a Base Aérea de Erbil em 30 de setembro de 2026, encerrando a missão da Operação Inherent Resolve da coalizão liderada pelos EUA no Iraque, informou o Comando Central dos EUA. O Ministério da Defesa do Reino Unido afirmou que as forças da coalizão, incluindo militares britânicos, haviam partido. O presidente Donald Trump assinalou a retirada em uma publicação própria no Truth Social naquele dia, que voltou a compartilhar mais tarde naquela noite, descrevendo o dia como uma vitória para os Estados Unidos. [2] [11] [10]
A missão no Iraque terminou, mas a operação mais ampla não. Segundo o Comando Central dos EUA, sua força-tarefa conjunta continua ativa a partir da Jordânia e mantém as operações contra o ISIS na Síria. Trump também situou o início da Operação Inherent Resolve na invasão do Iraque pelos EUA em 2003. A operação foi criada em 2014, depois que o ISIS tomou territórios no Iraque. [2] [11] [15]
Trump descreveu o ISIS como “completamente dizimado” por seu primeiro governo e apontou para o desaparecimento do califado territorial do grupo. O ISIS perdeu seu território no Iraque em 2017 e na Síria em 2019, após campanhas que envolveram forças iraquianas, curdas, americanas e de outros aliados. O Comando Central dos EUA avalia agora que o ISIS não é mais uma ameaça sistêmica ao Iraque. Ainda assim, uma avaliação da ONU publicada em julho estimou que os combatentes remanescentes do grupo somavam poucas centenas no Iraque e até 3,000 na Síria. A avaliação atribuiu a fraqueza do grupo no Iraque, em grande parte, à pressão contínua das forças de segurança iraquianas. O califado acabou; a organização e a ameaça mais ampla que representa, não. [10] [17] [2] [14]
Trump apresentou a saída como sua decisão de não permitir que uma presença militar temporária se tornasse permanente. O cronograma é anterior à sua publicação: um registro do Departamento de Estado dos EUA documenta uma declaração conjunta sobre o encerramento da missão da coalizão datada de setembro de 2024. Em uma reunião na Casa Branca em julho, o primeiro-ministro iraquiano Ali al-Zaidi anunciou publicamente 30 de setembro como a data da saída. Trump disse que as tropas não eram mais necessárias e afirmou, separadamente, que os negócios de empresas petrolíferas americanas no Iraque foram um dos motivos pelos quais havia apoiado al-Zaidi. A retirada foi concluída durante o governo Trump. [10] [12] [13] [15]
Trump também disse que al-Zaidi havia vencido inesperadamente uma eleição com uma “vitória esmagadora”. O Iraque realizou eleições nacionais em novembro de 2025, mas a Associated Press informa que al-Zaidi não constava da cédula eleitoral: um bloco parlamentar o indicou, e ele assumiu o cargo em maio, após os parlamentares aprovarem a maior parte dos nomes que propôs para o gabinete. Essas aprovações do gabinete não constituem uma margem de vitória pessoal do primeiro-ministro em uma eleição. [10] [8] [16]
A transição na área de segurança continua tendo consequências importantes para o Iraque. Al-Zaidi disse em julho que armas fora do controle do Estado não seriam aceitas após a data da retirada, mas a AP informa que milícias poderosas resistiram ao desarmamento e que o prazo foi transferido para junho de 2027. Autoridades curdas também manifestaram preocupação com a perda das defesas aéreas dos EUA. O Comando Central dos EUA afirma que as forças iraquianas são capazes de lidar com as ameaças ao país. [13] [8] [2]