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Roelf Meyer quer que a ordem que sustenta a via de refúgio para africâneres seja revogada, enquanto Washington propõe admitir principalmente africâneres dentro de um limite de 17,500 refugiados.
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O novo embaixador da África do Sul nos Estados Unidos, Roelf Meyer, rejeitou a alegação de Donald Trump de que há um genocídio contra os africâneres brancos e pediu a revogação da ordem executiva que fundamenta a via de refúgio deles para os EUA. [1]
Em entrevista a Ione Wells para o The Interview, do BBC World Service, publicada em 24 de setembro de 2026, Meyer disse que a ideia de um ataque em massa contra africâneres havia sido deturpada. Com base em sua própria experiência como africâner, ele descreveu isso como “algo que simplesmente não existe”. A BBC News noticiou suas declarações no dia seguinte. [1] [2]
As declarações ocorrem enquanto o governo Trump propõe um limite de 17,500 admissões de refugiados para o ano fiscal de 2027 dos EUA, com vagas destinadas principalmente a africâneres da África do Sul. A Associated Press e a CNN noticiaram em 22 de setembro que o governo havia apresentado a proposta ao Congresso. [6] [7]
A ordem executiva de Trump, de 7 de fevereiro de 2025, instruiu autoridades a priorizar assistência humanitária, incluindo admissão e reassentamento de refugiados, para africâneres que descreveu como vítimas de discriminação racial injusta, em conformidade com a legislação dos EUA. [3]
Em declaração à BBC, uma porta-voz da Casa Branca defendeu a via como uma “tábua de salvação”. Ela disse que africâneres estavam sendo estuprados, mutilados, mortos e expulsos de suas propriedades em toda a África do Sul. [1]
Gareth Newham, chefe de Justiça e Prevenção da Violência do Institute for Security Studies, em Pretória, rejeitou a alegação de genocídio em uma análise publicada em 26 de maio de 2025. Ele disse que o roubo era o motivo habitual dos assassinatos em fazendas, embora alguns casos envolvessem disputas trabalhistas ou violência doméstica. Também afirmou que investigações sobre uma suposta campanha política para expulsar agricultores brancos de suas terras não encontraram evidências que a sustentassem.
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O grupo de defesa AfriForum tem destacado a brutalidade dos ataques a fazendas. Segundo a entidade, sua análise de 47 ataques violentos entre 2019 e 2025 identificou casos recorrentes de tortura e violência excessiva. A organização argumenta que alguns ataques não podem ser entendidos apenas como roubos e pediu inteligência especializada, investigações direcionadas e recursos policiais adequados. [10]
Meyer reconheceu os problemas da África do Sul para prevenir e combater o crime. Disse que incentivaria os EUA a ajudar com recursos, incluindo equipamentos para melhorar os tempos de resposta. [1]