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Países pediram à ONU que crie uma conta de financiamento separada para suas missões políticas especiais, enquanto o comitê orçamentário da Assembleia Geral analisava uma proposta de 422,7 milhões de dólares para 2027, 21% abaixo da dotação deste ano.
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O orçamento proposto pela ONU para 2027 para 36 missões políticas especiais é de 422,7 milhões de dólares, 21% abaixo da dotação deste ano, enquanto países pediram uma conta de financiamento separada para proteger as missões da falta de recursos em caixa.
A proposta foi discutida em 14 de outubro pelo Quinto Comitê da Assembleia Geral, responsável por questões administrativas e orçamentárias. A ONU afirma que a redução reflete o encerramento de três missões, parcialmente compensado pelo aumento dos custos das missões que continuam. [1]
Cingapura, falando em nome da Associação das Nações do Sudeste Asiático, e a República Dominicana, representando os países da América Latina e do Caribe, apoiaram uma conta separada alinhada ao ciclo orçamentário das operações de manutenção da paz. Argumentaram que o financiamento deveria acompanhar os mandatos das missões e ser mais previsível. Cuba também apoiou uma conta separada e afirmou que seus critérios deveriam refletir o papel do Conselho de Segurança na criação das missões.
O controlador da ONU disse que o orçamento proposto era 113,5 milhões de dólares menor que a dotação de 2026. O encerramento das missões na Somália, no Iêmen e no Iraque representa uma redução de 121,5 milhões de dólares; um aumento líquido de 8 milhões de dólares para as missões em andamento, principalmente com pessoal civil, compensa parte desse valor. A proposta também elimina 89 postos e cargos.
A União Europeia pediu financiamento adequado e previsível, enquanto o Japão instou os países a manterem os esforços para racionalizar o orçamento das missões e garantir operações eficazes e responsáveis. O Grupo Africano manifestou preocupação com a sub-representação de africanos em cargos de alto escalão e profissionais, e pediu financiamento adequado para o centro regional de serviços da ONU em Entebbe, para o qual foram propostos 3,26 milhões de dólares.
A dotação proposta para o Escritório Integrado da ONU no Haiti é 2,2% menor. A Jamaica, falando em nome da Comunidade do Caribe, apoiou o trabalho do escritório em prol de um processo eleitoral inclusivo e liderado pelos haitianos.
O comitê também ouviu que a situação de liquidez da ONU havia melhorado depois que as contribuições foram arrecadadas em agosto e setembro, mas que o caixa continuava limitado e ainda era necessário gastar com cautela. [1]
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