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Ao apresentar o seu relatório a uma comissão da ONU, Claudia Flores pediu salvaguardas no desenvolvimento da IA e alertou que a tecnologia pode perpetuar a discriminação contra mulheres e raparigas.
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Claudia Flores instou os governos, a 8 de outubro, a integrarem salvaguardas dos direitos humanos nos sistemas de IA desde o início, dizendo perante a Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU que a tecnologia reflete, reproduz e amplifica a discriminação contra mulheres e raparigas. Flores, presidente do Grupo de Trabalho sobre a discriminação contra mulheres e raparigas, apresentava o seu relatório, segundo um relato da reunião divulgado pela ONU. [1]
Pediu limites rigorosos para as aplicações de IA que facilitam a violência com base no género, a vigilância em massa e as ameaças à autonomia corporal, bem como que mulheres e raparigas possam participar nas decisões sobre o futuro digital. Flores afirmou que o fosso digital estava a privar as mulheres de oportunidades, em particular as que vivem na pobreza, em comunidades rurais e indígenas e em zonas afetadas por conflitos. Alertou também que a violência e a intimidação digitais contra mulheres políticas, jornalistas e defensoras dos direitos humanos prejudicavam a participação democrática.
Na mesma reunião, Catarina Carvalho, diretora do apoio intergovernamental da ONU Mulheres, afirmou que as tecnologias digitais estavam a criar novas vias para o tráfico e a exploração, enquanto as proteções e as respostas da justiça criminal não acompanhavam essa evolução. A delegada da juventude do Luxemburgo, transmitindo uma mensagem de jovens afetados por deepfakes, afirmou que a responsabilidade cabia a quem cria e distribui os conteúdos e às plataformas que permitem a sua circulação. Alertou que criminalizar esses abusos não garantia necessariamente proteção na prática. [1]
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