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A GUR confirmou que dois homens entrevistados pela BBC trabalham para a agência, mas os papéis que dizem ter desempenhado em operações dentro da Rússia continuam por verificar.
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A agência de informações militares da Ucrânia confirmou que dois russos entrevistados para uma investigação da BBC trabalham para si, segundo a estação. Um deles descreve como ajudou a preparar ataques a partir do interior da Rússia; o outro diz que dirige uma rede que segue oficiais russos. A BBC afirma que não conseguiu verificar as atividades que cada um diz ter levado a cabo. [1]
Os homens, identificados pelos pseudónimos Ivan e Foma, falaram com o jornalista Marcin Mamon para um documentário da BBC World Service. Ivan diz que fez o levantamento de instalações militares e encontrou locais para esconder componentes de drones antes de possíveis ataques. Também reivindica um papel em ataques a bombardeiros estratégicos e fábricas de munições. Enviou a Mamon um vídeo em que aparentemente esconde explosivos perto de uma base aérea militar russa, mas o vídeo não demonstra que papel teve em qualquer ataque específico. [1]
Foma, que vive na Polónia, diz que dirige voluntários que seguem oficiais russos e transmitem informações à agência de informações militares ucraniana, conhecida como GUR. Afirma que não são eles próprios a realizar ataques. Mamon viu-o dar uma aula online sobre como seguir um oficial, relata a BBC; não presenciou os voluntários a fazer vigilância nem a transmitir informações. Foma calcula que a sua rede tenha cerca de três dezenas de pessoas na Rússia, na Ucrânia e noutros locais da Europa. [1]
Depois de o tenente-general Fanil Sarvarov ter sido morto por um explosivo colocado debaixo do seu carro, em Moscovo, a 22 de dezembro de 2025, Foma disse a Mamon que lhe tinha fornecido informações sobre Sarvarov. Na altura, o Comité de Investigação da Rússia afirmou que o envolvimento dos serviços de informações ucranianos era uma das várias hipóteses que estava a investigar. A morte de Sarvarov não estabelece quem organizou o ataque nem se Foma contribuiu para ele. [1] [2] [3]
Também subsistem dúvidas sobre Ivan. Um contacto da GUR entrevistado por Mamon não conseguiu excluir a possibilidade de Ivan também trabalhar para a Rússia, de livre vontade ou sob coação. A BBC também relata que Ivan tinha avisado Mamon, mais de um ano antes de um grande ataque ucraniano a bombardeiros estratégicos, de que esse ataque estava para acontecer, embora não tenha indicado a data nem o local. Nenhum dos relatos demonstra qual foi o seu papel nessa operação.
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