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Trump diz estar disponível para se reunir com Putin e Xi na China no próximo mês. Nem uma cimeira nem a agenda nuclear que sugeriu foram acordadas.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, disse a 19 de outubro que estaria disposto a reunir-se com Vladimir Putin, da Rússia, e Xi Jinping, da China, possivelmente durante a reunião da APEC na China, no próximo mês. Sugeriu as armas nucleares como tema, mas os três líderes não acordaram uma reunião nem uma agenda. [2] [10]
«Se o presidente Xi quiser, eu aceito», disse Trump aos jornalistas. Afirmou que poderiam discutir armas nucleares e desnuclearização, bem como comércio. A reunião dos líderes económicos da APEC está marcada para 18 e 19 de novembro, em Shenzhen; esse evento não é, por si só, uma cimeira a três. [2] [7]
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que tinha sido discutida a possibilidade de uma reunião, mas que não sabia se alguma coisa tinha sido finalizada. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, também reconheceu essa possibilidade, mas afirmou que não tinham sido apresentadas propostas substanciais nem alcançados acordos sobre uma reunião ou a sua agenda. Questionada sobre a ideia em 19 de outubro, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, disse não ter informações a partilhar. [10] [4]
O tema nuclear sugerido por Trump enfrenta um obstáculo específico. Em 16 de outubro, a China afirmou que, nesta fase, não seria justo, razoável nem realista pedir-lhe que se juntasse aos EUA e à Rússia em negociações trilaterais sobre desarmamento nuclear, apontando a diferença de dimensão dos arsenais. Cinco dias antes das declarações de Trump, Peskov tinha considerado improvável uma discussão a três sobre a redução dos arsenais nucleares. Essas posições dizem respeito às negociações de desarmamento, não a qualquer possível reunião entre os líderes. [5] [6]
O Wall Street Journal noticiou que Putin tinha levantado a possibilidade de uma reunião a três durante uma chamada com Trump em 9 de outubro, citando um antigo oficial dos serviços secretos russos que tinha sido informado do assunto. O Washington Post noticiou separadamente que Putin tinha levantado a possibilidade de uma reunião durante a APEC, citando uma pessoa familiarizada com as discussões russas. Ambos os relatos se baseiam em fontes anónimas, e a descrição pública de Peskov não chega a confirmar uma proposta acordada.
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As notícias também levantaram a questão do lugar da Ucrânia em eventuais conversações sobre a guerra. Trump disse que estava na altura de outra pessoa negociar em nome da Ucrânia; essa era a sua preferência, não uma decisão sobre a representação do país. O ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Andrii Sybiha, opôs-se a discutir a paz sem Kyiv. Peskov disse que, para se alcançar um acordo final, seria necessária a participação de alguém de Kyiv. [3] [11] [10]