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Uma coligação de trabalhadores, gestores locais e representantes das Primeiras Nações espera reabrir a fábrica, onde a maioria dos 360 trabalhadores está sem emprego.
Produzido com investigação aprofundada por IA, redação baseada em fontes e correção linguística. As fontes e as incertezas acompanham o artigo.
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A fábrica de cartão de Témiscaming, no Quebeque, suspendeu a produção no início de outubro por tempo indeterminado, deixando inativo o principal empregador da localidade. A maioria dos seus 360 trabalhadores está sem emprego e recebe salários parciais ao abrigo de um programa governamental de apoio relacionado com as tarifas, segundo a BBC.
O sindicato Unifor afirmou que cerca de 300 trabalhadores estavam sem trabalho a 7 de outubro, enquanto um grupo mais pequeno permaneceu para assegurar os serviços essenciais e a manutenção das instalações. A localidade já tinha perdido cerca de 260 postos de trabalho quando a unidade de celulose especial da fábrica encerrou em 2024, noticiou o jornal local Le Reflet.
Segundo a BBC, a fábrica enviava cerca de três quartos da sua produção para os Estados Unidos. O dirigente sindical local Stéphane Lefebvre disse ao Le Reflet que a fábrica continuava a receber encomendas, mas considerava insustentáveis tarifas de até 50%.
Uma decisão dos EUA de eliminar uma taxa adicional de 50% sobre algumas importações canadianas entrou em vigor a 30 de outubro. A BBC noticia que as alterações não se aplicam aos produtos fabricados na unidade de Témiscaming.
A 9 de outubro, a Unifor Québec anunciou que gestores locais, membros do sindicato e representantes das Primeiras Nações tinham formado uma coligação para estudar a compra da fábrica e o reinício da produção. O grupo inspira-se numa tentativa de resgate anterior: depois de um proprietário anterior ter encerrado a fábrica em 1972, trabalhadores, antigos gestores e a comunidade ajudaram a comprá-la e a reabri-la como Tembec, em 1973. A RYAM comprou a Tembec em 2017.
O diretor da Unifor Québec, Daniel Cloutier, disse ao Le Reflet a 9 de outubro que as negociações estavam em curso, mas que o preço pedido era o principal obstáculo. A coligação também estava a falar com os governos federal e provincial sobre um possível apoio, afirmou. A RYAM disse à BBC que não comentaria uma eventual venda nem potenciais compradores.
Um porta-voz do ministro canadiano da Indústria disse à BBC que o governo tinha disponibilizado financiamento para a atividade florestal em zonas rurais e remotas e estava a trabalhar com todas as partes para encontrar uma solução viável para a fábrica. A 26 de outubro, noticiou o Le Reflet, a compra proposta e o respetivo financiamento continuavam numa fase preliminar.
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